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Em Saltos Altos

20
Mar17

E se tiveres conhecido o amor da tua vida no Tinder? | #segundoelas

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E então se tiveres conhecido, ou vieres a conhecer, o amor da tua vida no Tinder, qual é o problema? Também não fazes compras no site online da Zara? A tua mãe não fazia e também não conheceu o teu pai no Tinder. Mas provavelmente também não trocaram SMS’s, MMS’s, Snaps nem fizeram FaceTime. Se passamos a vida a dizer que é preciso “acompanhar os tempos” e perceber que “só a evolução nos empurra para a frente”, porque insistimos em não fazê-lo nunca com o amor? E não, este não é um problema exclusivamente feminino. Os homens também tendem a achar que o amor não se mistura com as redes sociais. O vulgo “comilanço” mistura-se (e muito!), mas o amor, ah esse, esse não. O amor, essa coisa idílica (e complicada) tem sempre que nascer num cenário mais ou menos convencional, como um grupo de amigos, um café, uma festa, um casamento da família. Porque as meninas que têm Tinder, que alimentam o Facebook e que respondem no Instagram ou no Sanpchat não estão só a ser simpáticas. Não! O que elas querem mesmo é ser comidas. E os meninos que usam tão ou mais todas essas redes sociais também não andam à procura de ninguém a quem despender mais do que uma noite de tempo e pouca ou nenhuma atenção no dia seguinte. Então, minha gente, para que usam todas essas ferramentas se sabem que do outro lado só pode estar alguém realmente mal intencionado?

A mudança é coisa complicada, que leva tempo, que custa e que não, não depende de faixas etárias nem mentalidades mais ou menos abertas. E prova disso é que a minha (a nossa) geração, que se diz tão open mind e tão “à frente” ainda está coberta de paradigmas e preconceitos. Claro que há sempre as exceções que confirmam a regra. Como o #segundoelas e o #segundoeles. Graças a Deus que as há. Homens e mulheres, que também aqui não creio que haja diferença.

Na dúvida, e para não ser mal interpretada, o que estou a dizer-vos não é que o Tinder é o café que devem frequentar mais se desejam encontrar o homem certo para levar ao almoço de família; mas que esta (que é como quem diz todas as outras redes sociais) não têm, nem devem ser postas fora de hipótese para que isso aconteça. Infelizmente ainda estamos longe disso. Sei de uma amiga que conheceu o atual namorado no Tinder, numa daquelas conversas banais de quem se quer divertir. Café puxa café, conversa puxa conversa perceberam que era bem mais do que um match. No entanto, os dois contam sempre que se conheceram num encontro casual entre amigos em comum. Cliché. E mentira. Porque um amor que nasceu nas redes sociais (e logo nessa) não pode ser de verdade e nunca, nunquinha mesmo, vai resultar.  Eu, pela parte que me toca, ainda não encontrei o amor da minha vida, nem fora nem dentro das redes socias. Mas não excluo nada à partida. Se calhar sou eu que sou ‘muita à frente’. Ou então sou uma desavergonhada que não bloqueia logo os utilizadores que lhe mandam um ‘olá’. Também não viro as costas a quem se mete comigo na rua ou num café ou na faculdade. C’est la même chose, mes amours.

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