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Em Saltos Altos

25
Fev17

Fui, finalmente, ver o Grey!

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Fui ver o Grey! E a Anastacia claro. Com um ligeiro atraso, para quem se considera fã da saga, mas a agenda não deu para mais. Ver as Cinquenta Sombras Mais Negras mais de duas semanas depois de ter estreado fez com que já entrasse na sala de cinema com um rol de críticas e informações adicionais. Porque tinha amigas que já tinham visto e, mesmo fazendo um esforço para não o fazerem, acabaram sempre por se descaírem com alguma coisa. No entanto, esforcei-me por me abstrair disso e absorver o filme à minha maneira. Agora, podia dar-vos aqui uma crítica sobre a banda sonora, a fotografia, a realização e um sem número de coisas técnicas. Mas eu não percebo nada disso sabem? Gosto de cinema essencialmente pelas emoções, pelas histórias e pelos arrepios, lágrimas e sorrisos que os filmes são capazes de nos provocar. Ainda assim, arrisco dizer que este segundo filme está melhor que o primeiro, no que à sua realização diz respeito. A banda sonora continua fantástica, mas o afastamento dos pormenores do livro acentua-se ainda mais. Talvez quem não leu os livros ache fantástico. Para mim, tal como no primeiro, achei que ficou a faltar tanto. Talvez a magia que só a literatura tem. Contudo, o filme arrancou-me sorrisos e suspiros. E fez-me pensar. E, só por isso, já valeu (bem) a pena. Porque Cinquenta Sombras não é um "filme rasca de sexo", como se tem lido para aí. E desculpem os mais sensíveis, mas quem pensa isso deve sofrer de uma enorme incapacidade de reconhecer e pensar sobre o amor. E sobre emoções. E sobre pessoas. Porque - e que isto não soe a uma defesa de uma fã louca, mas a um ponto de vista que vale o que vale - há na história de cada um de nós um bocadinho de Cinquenta Sombras. Ou se ainda não, vai acabar por haver, mais dia menos dia. Porque não há quem nunca tenha amado. Loucamente. Sem regras. E com medos, mas com certezas também, como convém ao amor. E é disso que se fala ali. Disso e, claro, da química evidente que faz tudo funcionar. Dessa 'coisa' quente, arrebatadora e extraordinária que todos os casais desejam um dia alcançar - e que talvez seja o grande segredo do sucesso da saga. Porque transporta todos a um imaginário que gostavam de alcançar. Isso e a imagem de liberdade que transmitiu às mulheres. A liberdade de amarem, de desejarem e sentirem-se desejadas, de procurarem o prazer, sem medos e sem regras. Ou com as regras que cada casal constrói para si. Afinal o que mais importa? Às vezes, a felicidade constrói-se à margem de tudo o que passamos a vida a dar como certo. Numa descoberta constante dos limites, das vontades e das nossas regras. Numa relação em que a verdade é o único persuposto. Por isso, minhas amigas, que possamos todas encontrar o Grey da nossa vida. E que esse, ainda que não saiba pilotar aviões ou não seja multimilionário, exerça sobre nós esse fascínio e poder tão mágicos que nos fazem quebrar todas as nossas próprias regras; e que nós, pouco a pouco, ganhemos na vida dele o título de Anastacia e lhe mostremos o outro lado do amor. É tudo o que vos desejo. A 14 de fevereiro do próximo ano voltamos a falar. Até lá, para quem ainda não viu, recomendo!