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Em Saltos Altos

04
Mai17

Será que os homens são mesmo todos iguais? | #segundoelas

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Dizia-me uma amiga minha - e ela tem razão - que depois de dar tudo muito errado nos já não acreditamos mais que dê certo. Que é o mesmo que dizer, também palavras dela, que depois de tantos cabrões mulherengos cruzaram o nosso caminho, quando aparece o tal príncipe nós perdemos o tempo todo a procurar-lhe os defeitos e a equacionar-lhe as mentiras. Como se já jogássemos sempre com um pé atrás. É o reflexo do velho problema de os metermos a todos no mesmo saco. Mas que culpa temos nós que a grande - grande mesmo - maioria deles seja assim? Ah raça do diabo.

Não gosto de ser feminista, mas há coisas em que eu acho que o verdadeiro machismo ainda prevalece. E esta é uma delas. Nós, quietas e serenas, temos de esperar ser conquistadas - pelo menos se queremos ser vistas como meninas de bem, enquanto eles saem por aí a disparatar em todas as direções. E como é que querem que uma pessoa confie num pescador que sai ao mar com tantos barcos na mesma noite? E depois começam as paranoias. E o ver sinais e comportamentos paralelos em todos. É o que nos chama princesa e fofinha que é carinhoso demais e só pode trazer água no bico, é o que vê as nossas mensagens e ignora e por isso deve estar armado em importante. É o que nos faz lembrar o nosso ex e o ex do ex. É o que chateia muito e o que não chateia nada. É o que podia ser o homem da nossa vida, mas deve ter um defeitinho qualquer - ah se deve, nós é que ainda não descobrimos. E pronto, perdemos assim o nosso tempo a procurar defeitos em vez de olharmos para as virtudes. Feitas otárias, a repetir "não, é demasiado bom para ser verdade" ou "isto tudo não me ia cair do céu a mim, logo a mim". Pois. Mas às vezes cai. Só que às vezes também vai embora. Porque nós, otárias, o metemos no mesmo saco e o despachamos para o sítio de onde vieram todos os outros. Sem sabermos, às vezes, se estamos a despachar o homem das nossas vidas.

Posto isto, concluía a minha boa amiga que na incerteza mais vale dar o beneficio da dúvida. E deixar que sejam eles a mostrarem-nos a que saco pertencem. Assim como assim, se pertencerem ao lado dos maus, já sabemos lidar com eles e é só encaminha-los para o lugar onde pertencem. Se, por algum milagre desta vida, forem dos bons, então ficamos com eles (ou ele, como convém) por perto, damos-lhe a oportunidade de entrar na nossa vida e - quem sabe - fazer a diferença.

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