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Em Saltos Altos

12
Abr17

Temos mesmo que falar desta m**** do 40!

emsaltosaltos

 

Captura de ecrã 2017-04-12, às 21.13.11.png 

Quem nunca foi a uma loja certa, certinha desta vida, que o 38 lhe servia e saiu de lá de mãos a abanar e alma de rastos porque até para se enfiar dentro de um 40 foi um filme? Pois é! Já aconteceu a todas certo? Pelo menos a todas que, como eu, foram abençoadas com um traseiro fora do ‘padrão’. Acredito que também aconteça a quem veste 34 ou 36, mas, perdoem-me, o vosso caso não é tão dramático. O 40 é aquele número da transição. O velho “se vestir 38 estou magra, se vestir 40 estou obesa”. É ou não é minhas boas amigas que me compreendem?

Há uns anos (poucos), vestia o 38. Até um ou outro 36 mais folgado. Achava-me extraordinariamente magra – e logo bonita (ah essa associação fatal). Depois disso, nunca mais lá voltei. Já engordei, já emagreci, já estive até abaixo do peso daquela altura, mas nunca mais me enfiei nos calções daquele verão. Isto obriga-me a pensar que não estou necessariamente mais gorda (pelo menos na balança), mas que o meu corpo possa simplesmente ter mudado – o que me obriga a subir um número.

O problema é esse número ser o 40. Porque é o primeiro número das gordas. Mas e se nós não nos sentirmos gordas quando estamos fora daquelas calças? Pois é! Pelo menos a mim isso acontece-me frequentemente. Consigo aceitar bem as minhas proporções quando me olho tal como sou. Sei que já tive menos 3 ou 4 quilos e ficava extraordinária, mas também sei que ainda não roço o que é ser gorda. Felizmente! Só que tenho o 40 estampado na etiqueta das minhas roupas. Percebem o dilema?

A DECO, talvez para acalmar estas nossas almas agitadas, fez um estudo em que afirma que “ao comparar várias peças de roupa de diferentes marcas encontraram-se até 8 centímetros de diferença entre as mesmas marcações”. Ótimo. Então, literalmente, se calhar o problema não é do cu, é das calças. E, para nos deixar mesmo tranquilas da vida, a DECO concluiu ainda que “as nossas referências de pouco valem. As medidas usadas pouco mais são do que uma convenção. Há diferenças de largura que implicam mudar de número: por exemplo, de um M para um L, ou vice-versa, mesmo que a nossa morfologia não se tenha alterado nem 1 centímetro. O mercado global passa ao lado deste problema e, por isso, há lojas onde só os L, XL e XXL servem à maioria dos portugueses. Não porque sejamos grandes ou gordos, mas porque somos diferentes do público-alvo ao qual se destinam essas lojas. Às marcas portuguesas ou mesmo internacionais, para otimizarem as vendas e reduzirem as peças em stock, interessa “tirar as medidas” à população. Mas o esforço tem sido diminuto e poucas ainda demonstram preocupar-se com esse fator.”

Esclarecidas agora? Eu pelo menos fiquei. Esclarecida, mais ‘leve’ (não podia evitar o trocadilho) e de consciência bem mais tranquila. Afinal aquele 38 que ainda vos encaixa não foi cedendo ao longo dos anos e adaptando-se ao vosso corpo (sim, eu pelo menos penso isso). Na verdade ele pode ser só até uns centímetros maior que outro 40 qualquer que comprem agora.

Se se sentirem mais confortáveis arranquem as etiquetas às roupas, para não se lembrarem delas. Ou então enfrentem-nas e lembrem-se que são só mais um dos estereótipos que nos rodeiam todos os dias. Ou não olhem para elas. Ou orgulhem-se do vosso traseiro e do vosso 40. Sintam-se confortáveis e sejam felizes. Sem números e sempre com a maior medida.

 

 

P.S.: Acredito que as meninas muito magras também tenham os seus dilemas, mas como nunca fui magra, não mesmo, não posso falar deles. Ainda assim, gostava que os partilhassem connosco. Pelo menos nenhuma de nós se sentiria tão sozinha neste mundo injusto que é o dos números!

 

P.S.2.: Sim, naquela foto estou a vestir um 40 da Stradivarius! 

 

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