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31
Jan17

Um mês sem chocolate. E sobrevivi - contra todas as expectativas!

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Um mês. Um mês inteirinho. 30 dias, estão a ver? Foi o tempo que eu fiquei sem comer chocolate. Termina hoje. E ainda não decidi se vou devorar já uma tablete. Ou duas. Depois vos direi.

Quando alinhei neste desafio os meus mais próximos acharam que eu desistiria ao fim dos primeiros (poucos) dias. Quem me conhece sabe-me viciada nesta iguaria. Não, não é gostar muitoooo. É ser viciada, mesmo. Eu, rapariga que não fuma nem bebe, tem no chocolate o seu único viciozinho desta vida. Há os piores e menos saudáveis. Mas também há os que engordam menos. Mas não, não foi por uma questão de peso que entrei nesta aventura. Já vos conto.

Dizem, outra vez os meus mais próximos – porque a opinião desses é a que me importa – que também para eles não foi um mês fácil. Sentiram-me (e eu também me senti) irritadiça, mais vulnerável e mais sensível. Pois, pudera! Como se o meu organismo, privado dessa maravilha que é o cacau, entrasse em modo birra automática a fim de conseguir uma migalhinha. Não lhe adiantou nada. E o pior? O pior é que as tentações andam aí por todo o lado. Eu gosto de chocolate sob todas as formas, mas durante este mês percebi que ele assume ainda mais formas que eu nem sequer conhecia. Ele é nas prateleiras do supermercado, nas máquinas automáticas da faculdade, nas vitrines da pastelaria e até, imaginem só, nas boas intenções de um querido rapaz que esteve, quase, a oferecer-me um bom de um exemplar. Declinei a oferta, educadamente, e expliquei-lhe que teríamos de adiar o enfardanço. Palpita-me que agora me oferecerá duas caixas em vez de uma. Ou então ofereço-lhe eu, que o rapaz só me queria agradar e eu aqui com esquesitices. Mas adiante – dizia-vos eu que as tentações estão um bocadinho por todo o lado. E isso é o mais complicado de gerir. É aquela lógica do: olhos que não vêem coração que não sente; ou melhor, olhos que não vêem, estômago que não pede. No entanto, como faço de resto em tudo na vida, apliquei a lei das compensações. Não há chocolate há bolinhos de canela, ou natas do céu, ou bolo de bolacha. Que eu, meus amores, sou doida mas não sou tanto e não prometi a ninguém cortar os doces todos do cardápio. Valha-me Deus que, isso sim, seria o descalabro.

Mas, se por um lado, os meus amigos dizem que me sentiram irritadiça (e eu até posso concordar), eu também senti diariamente aquela coisa boa da superação sabem? Como quando vamos ao ginásio e nos esfolamos todos nas repetições que achamos que nunca conseguiríamos. Era como ir lanchar e escolher sempre outra coisa em vez do (abençoado) chocolate.

Então foi por teimosia que te meteste nisso rapariga? Não. Nem por teimosia, nem por uma batalha calórica. Até porque a balança continua a dizer-me que é mais quadrado menos quadro e continua tudo igual. Entrei neste desafio como auto superação, como espírito de sacrifício e como um teste aos meus próprios limites. Então e se suspeitavas que ia ser tão difícil porque te meteste nisso, mesmo assim? Porque acredito que nós somos feitos, também, das nossas próprias superações. Porque a liberdade de sabermos que, afinal, não há vicio maior que a nossa força de vontade não tem preço. Porque, ao fim de 30 dias sem uma recaída, saio mais forte e com mais certezas. Porque isto não vale só para o chocolate. Vale assim para a vida em geral, estão a ver? É o mesmo que, aumentando a escala, provar a mim mesma que sou capaz de me adaptar a qualquer ausência ou restrição que me seja imposta. Com  algum sacrifício e algum custo – pois! – mas sou. E isso é o importante. Porque, afinal, o ser humano é tão feito de tudo isso: de superação, de recomeço e de tentativas. De sermos cada vez melhores.

 

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