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15
Jun19

Oh fatos de banho meus...

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À medida que os anos vão passando gosto cada vez mais de fatos de banho. Não porque esteja a perder forma física - creio até que estou a ganhá-la, à custa de treino e esforço - mas porque comecei a privilegiar a elegância e o conforto. Que levante o braço quem depois de uma bolinha de Berlim não fica com aquela dobrinha na barriga. Ou quem, na hora da bendita selfie, tem que procurar ângulos que escondam a ausência de abdominais. Ou quem - veja-se - não pode dar um mergulho sossegada sob pena de perder os triângulos pequeninos que escondem as maminhas. Pois eu - rapariga para lá de prática - tenho feito por usar e abusar de fatos de banho. Não enterrei o biquíni definitivamente - até porque há modelos aos quais não resisto e que tenho de usar - mas que o coloquei como segunda opção, isso sem dúvida.

Cresci e atravessei a adolescência numa fase em que o fato de banho era coisa só de velhas. As miúdas novas - e giras - usavam biquíni. E quanto mais pequenino melhor. Eu nunca fui uma adolescente magra. Nem pouco mais ou menos. Então lembro-me bem de não gostar de me ver em biquínis. Mas também tinha vergonha de usar fatos de banho. Porque ninguém usava. Agora - felizmente - opções não faltam. E acabaram-se os julgamentos. O fato de banho - essa icónica peça - já não é mais de velha. É um ícone de elegância e simplicidade que - permitam-me - traz ao de cima o melhor de qualquer mulher!

 

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22
Abr19

Difícil mesmo é voltar a acreditar no amor...

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O difícil não é secar as lágrimas. Não é calar o choro à noite na almofada. Não é morrer de saudades. Não é deixar de seguir nas redes e apagar o número de telemóvel. O difícil não é deixar ir. É deixar entrar. O difícil não é o fim. É tornar qualquer outro início possível. O difícil – mesmo difícil – é continuar a acreditar. No amor.

Depois que vês o lado menos bonito,  fica difícil volta a acreditar em contos de fadas. E talvez nem acredites mais. Porque – afinal – abóboras são só abóboras e qualquer sapato perdido pode ser substituído por outro da Zara mais próxima.

Vais crescendo, vais estando solteira, comprometida, solteira,... vais superando deceções – as tuas e as dos teus amigos – e vais somando um sem número de canalhices que vês acontecerem à tua volta. Vais ver o mundo desmoronar-se quase tanto como no dia em que ele partiu quando descobrires que aquele amigo fiel de há anos, afinal ficaria com qualquer uma de vocês nas costas da namorada. Quando souberes que a tua amiga – mesmo cheia de declarações e frases bonitas no Instagram – diz ao namorado vezes sem conta que está a dormir em tua casa. E nunca está. Quando perceberes que a Disney te mentiu. E os teus pais também. Quando perceberes – e isso sim, dói – que não se trata do amor mudar tudo. Às vezes o amor não muda nada. Às vezes, por mais amor que dês, por mais que transplantes o teu coração para um peito alheio... – isso não vai chegar. Porque nunca, e desculpa Salvador, se pode – nem se deve – amar por dois.

E, por isso, o difícil é deixares que alguém te tente mostrar o contrário disto tudo. Sabes que não queres mais sujar a almofada com rímel à noite. Sabes que não queres mais “seremos felizes para sempre”. E, nessa confusão de saberes, também sabes – lá no fundo, bem no fundo – que a única coisa que querias era que O tal aparecesse. Mas com uma etiqueta e um manual de instruções. Para garantires que não te voltas a enganar e para poupar todo o esforço de meses de conhecimento. Só com as coisas boas – que de más já chega. E o difícil é isso: conseguir ser por inteiro num novo começo quando nos foram tirando bocadinhos nos fins. E saber controlar os impulsos repetindo em modo automático a máxima de que quem chegou não tem culpa de quem já foi. E vais – podes acreditar que vais – querer que isto tudo passe depressa. Vais querer que te dêm uma dose generosa de morfina e que te acordem só quando o (teu) mundo já for cor de rosa outra vez. Mas não te vais poder resignar. E o difícil é isso. O difícil é aceitares que, mais do que saberes esperar, vais ter que saber estar à espera. Que não te vais levantar do sofá para ires atrás do amor, mas que tens que garantir que estás em casa no dia em que ele tocar à porta – e que lha vais abrir. Vais ter de lutar – e isso sim é difícil – por não pô-lo porta fora à primeira insegurança, ao primeiro “vou dormir” e aos filmes que se seguirão na tua cabeça. Vais ter de ser forte – por ti – e isso sim, é difícil. E, verás, comparado com o difícil que foi deixá-lo partir, vai ser bem mais difíil deixá-LO chegar. Mas desta vez vai ser para sempre. Ou pelo menos para sempre feliz enquanto for. Ou, valha-nos, pelo menos feliz – por uma semana, um mês ou uma vida. Vais perceber .- e nesse dia vai doer menos – que difícil mesmo, mesmo é viver sem amor. É quereres contar as novidades do dia e não teres lá ninguém. É quereres que os teus olhos brilhem e serem só vazio. É quereres ver as estrelas à noite e prometer mil coisas que sabes que nunca acontecerão e mesmo assim vocês vão prometer e selar com promessa do dedinho. É ter a certeza que amanhã, quando acordares, alguém ainda vai lá estar – para te arrancar mais um sorriso e relembrar-te que só o que é difícil vale verdadeiramente a pena.

12
Mar19

Sobre o amor e outras coisas complicadas... | #1

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Sobre não ser nada e ser tudo. Sobre ninguém saber o que é. Mas depois ninguém ter dúvidas em saber quando chega. Sobre explica-lo. Ou então não. Porque há coisas que sabem melhor se forem (só) sentidas.

Sobre chegar quando não queres. Quando não estavas a contar e quando não estavas à procura. Sobre ser tanto e tão pouco. Sobre ser muito mais descomplicado que complicado. Sobre sermos nós a complicar o que é tão simples.

Sobre fazer-te questionar tudo e mesmo assim dar-te sempre as respostas mais certas. Sobre ser a única reposta. Sobre fazer-te ser quem verdadeiramente és, mesmo que às vezes ainda duvides disso. Sobre fazer-te (ag)ir. Sem medos.

28
Fev19

Eu até casava já...

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A Pronovias já revelou as imagens da nova coleção. Quando abri a página da marca - confesso - o que queria era partilhar convosco a coleção de festa, mas não deu para resistir! A coleção de noivas está para lá, muito para lá, de maravilhosa. E, quantas de nós, já não sonharam com O dia e suspiraram por um vestidinho destes?

Para quem, desse lado, está a preparar o casório, ficam as ideias. Para quem - como eu - está só numa de se babar... deliciem-se! E, em jeito de desafio, eu tenho um preferido dos preferidos entre estes. Querem adivinhar qual é? 

 

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