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22
Abr19

Difícil mesmo é voltar a acreditar no amor...

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O difícil não é secar as lágrimas. Não é calar o choro à noite na almofada. Não é morrer de saudades. Não é deixar de seguir nas redes e apagar o número de telemóvel. O difícil não é deixar ir. É deixar entrar. O difícil não é o fim. É tornar qualquer outro início possível. O difícil – mesmo difícil – é continuar a acreditar. No amor.

Depois que vês o lado menos bonito,  fica difícil volta a acreditar em contos de fadas. E talvez nem acredites mais. Porque – afinal – abóboras são só abóboras e qualquer sapato perdido pode ser substituído por outro da Zara mais próxima.

Vais crescendo, vais estando solteira, comprometida, solteira,... vais superando deceções – as tuas e as dos teus amigos – e vais somando um sem número de canalhices que vês acontecerem à tua volta. Vais ver o mundo desmoronar-se quase tanto como no dia em que ele partiu quando descobrires que aquele amigo fiel de há anos, afinal ficaria com qualquer uma de vocês nas costas da namorada. Quando souberes que a tua amiga – mesmo cheia de declarações e frases bonitas no Instagram – diz ao namorado vezes sem conta que está a dormir em tua casa. E nunca está. Quando perceberes que a Disney te mentiu. E os teus pais também. Quando perceberes – e isso sim, dói – que não se trata do amor mudar tudo. Às vezes o amor não muda nada. Às vezes, por mais amor que dês, por mais que transplantes o teu coração para um peito alheio... – isso não vai chegar. Porque nunca, e desculpa Salvador, se pode – nem se deve – amar por dois.

E, por isso, o difícil é deixares que alguém te tente mostrar o contrário disto tudo. Sabes que não queres mais sujar a almofada com rímel à noite. Sabes que não queres mais “seremos felizes para sempre”. E, nessa confusão de saberes, também sabes – lá no fundo, bem no fundo – que a única coisa que querias era que O tal aparecesse. Mas com uma etiqueta e um manual de instruções. Para garantires que não te voltas a enganar e para poupar todo o esforço de meses de conhecimento. Só com as coisas boas – que de más já chega. E o difícil é isso: conseguir ser por inteiro num novo começo quando nos foram tirando bocadinhos nos fins. E saber controlar os impulsos repetindo em modo automático a máxima de que quem chegou não tem culpa de quem já foi. E vais – podes acreditar que vais – querer que isto tudo passe depressa. Vais querer que te dêm uma dose generosa de morfina e que te acordem só quando o (teu) mundo já for cor de rosa outra vez. Mas não te vais poder resignar. E o difícil é isso. O difícil é aceitares que, mais do que saberes esperar, vais ter que saber estar à espera. Que não te vais levantar do sofá para ires atrás do amor, mas que tens que garantir que estás em casa no dia em que ele tocar à porta – e que lha vais abrir. Vais ter de lutar – e isso sim é difícil – por não pô-lo porta fora à primeira insegurança, ao primeiro “vou dormir” e aos filmes que se seguirão na tua cabeça. Vais ter de ser forte – por ti – e isso sim, é difícil. E, verás, comparado com o difícil que foi deixá-lo partir, vai ser bem mais difíil deixá-LO chegar. Mas desta vez vai ser para sempre. Ou pelo menos para sempre feliz enquanto for. Ou, valha-nos, pelo menos feliz – por uma semana, um mês ou uma vida. Vais perceber .- e nesse dia vai doer menos – que difícil mesmo, mesmo é viver sem amor. É quereres contar as novidades do dia e não teres lá ninguém. É quereres que os teus olhos brilhem e serem só vazio. É quereres ver as estrelas à noite e prometer mil coisas que sabes que nunca acontecerão e mesmo assim vocês vão prometer e selar com promessa do dedinho. É ter a certeza que amanhã, quando acordares, alguém ainda vai lá estar – para te arrancar mais um sorriso e relembrar-te que só o que é difícil vale verdadeiramente a pena.

12
Mar19

Sobre o amor e outras coisas complicadas... | #1

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Sobre não ser nada e ser tudo. Sobre ninguém saber o que é. Mas depois ninguém ter dúvidas em saber quando chega. Sobre explica-lo. Ou então não. Porque há coisas que sabem melhor se forem (só) sentidas.

Sobre chegar quando não queres. Quando não estavas a contar e quando não estavas à procura. Sobre ser tanto e tão pouco. Sobre ser muito mais descomplicado que complicado. Sobre sermos nós a complicar o que é tão simples.

Sobre fazer-te questionar tudo e mesmo assim dar-te sempre as respostas mais certas. Sobre ser a única reposta. Sobre fazer-te ser quem verdadeiramente és, mesmo que às vezes ainda duvides disso. Sobre fazer-te (ag)ir. Sem medos.

28
Fev19

Eu até casava já...

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A Pronovias já revelou as imagens da nova coleção. Quando abri a página da marca - confesso - o que queria era partilhar convosco a coleção de festa, mas não deu para resistir! A coleção de noivas está para lá, muito para lá, de maravilhosa. E, quantas de nós, já não sonharam com O dia e suspiraram por um vestidinho destes?

Para quem, desse lado, está a preparar o casório, ficam as ideias. Para quem - como eu - está só numa de se babar... deliciem-se! E, em jeito de desafio, eu tenho um preferido dos preferidos entre estes. Querem adivinhar qual é? 

 

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23
Fev19

Estou, tal como sou... aqui, numa pequena definição!

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Isto de ter uma certa exposição nas redes sociais (não que eu seja uma Pipoca – e quem me dera), nem sempre é fácil. Escolhi, já há uns anos, “trabalhar” este lado das redes. Sinto-me fascinada pela distância da interação que nos separa, pela partilha, pelas amizades virtuais (e sim, tenho várias),... por esta nova forma de viver o mundo e experienciar o contacto com as pessoas. Que – não sei ainda – se é melhor ou pior que as ditas tradicionais. Mas é por isso que a experimento, todos os dias, numa ânsia de descobrir.

Mas, dizia-vos eu – e indo ao que interessa – que nem sempre é fácil. Comecei a perceber, aos pouquinhos e nos últimos meses mais, que do outro lado do computador ou do telefone existem algumas pessoas que realmente me seguem. Que gostam de saber o que faço, onde vou, o que visto e o que como. Que me perguntam se está tudo bem quando não faço stories uns dias e que se preocupam se lhes pareço menos positiva num ou outro post. E não, não quero que isto soe a vaidade ou importância. Que soe só a verdade. Porque, dizia-vos, nem sempre é fácil. E às vezes tem tanto de reconfortante – porque sabemos que há daquele lado quem se preocupe e nos goste – como de assustador. Sim, assustador. Porque tenho percebido que há meninas (sobretudo meninas, não digo que não hajam rapazes) que tendem a olhar para mim (e para quem como eu se expõe assim) como figuras intocáveis. Como pessoas que só têm dias bons, que estão sempre bem vestidas, que só comem em lugares fixes e só passeiam muito. Esforço-me por desconstruir essa imagem. Mostro-me muitas vezes tal como sou. Numa vida mais real ainda. Sempre para vos mostrar que a única coisa que me distingue de vocês é um perfil público nas redes, umas fotografias mais ou menos ensaiadas e uns textos que escrevo. De resto... de resto, sou uma mulher como as outras. Tenho dias maus – péssimos às vezes. Ando de fato de treino. Passo dias de pijama. Como cereais no sofá. Tenho discussões. Digo palavrões. Ando de metro e de autocarro. Vou ao supermercado. Nem sempre sou amada como queria. Já fui traída. Já duvidei da minha imagem ao espelho. Já odiei o meu corpo. Já o amei também. Tenho o período. Tenho dores – muitas dores. Tenho que estudar e trabalhar muito. Tenho um gato. E limpo-lhe os cocós. Nunca gosto de uma fotografia à primeira. E tiro em média umas 20 para aproveitar uma. Gosto de mimos, de beijos e de elogios. Como vocês. Nem sempre os tenho. Como não tenho uma lista infindável de pretendentes à minha espera. Tenho mau humor quando tenho fome e um ar péssimo quando acordo. Tenho peso na consciência no dia pós Natal. Tenho crises. E tenho crises de riso. Como todas.

Porque, no fundo, é tanto disso que faz sentido nesta nossa partilha diária. Que eu perceba – e vocês – que somos todas tão diferentes, mas tão iguais. Tão diferentes no que nos torna únicas e tão iguais na forma como vivemos cada um dos nossos dias. Percebam, agora, que às vezes o meu coração aperta quando vocês me mandam mensagens a que não sei como responder. Às vezes falam-me da forma como não aceitam o vosso corpo, das discussões que têm em casa e não sabem como evitar, ou do ex namorado que foi um traste e vos trocou por outra qualquer. Dou-vos o meu exemplo. Sempre o meu exemplo. Não porque seja um exemplo – no sentido de exemplar – mas um exemplo – no sentido de ilustração – que vos mostra, e repito, que nesta luta somos todas iguais. E que eu, pela minha parte, cá estarei sempre, deste lado, à distância de uma mensagem, para ir ajudando no que precisarem. Acreditem, de coração, que muitas vezes me ajudam mais vocês a mim do que o contrário.

 

Um abraço muito apertado,

 

A vossa Ana.

16
Fev19

Sobre a teoria da casa velhinha... ou sobre o amor, pronto!

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Este é daqueles textos que está pensado há muito. Mas que nunca aconteceu. Não por falta de tempo - se bem que era ótimo justificar-me assim... - mas por falta de disponibilidade sentimental para o escrever. 

Sabia que havia um dia em que me sentava em frente à minha secretária, com o meu gato ao colo, e que isto ia acontecer. Inevitavelmente. E sabia que nesse dia não teria dúvidas. Nem sobre as palavras, nem sobre a(s) partilha(s). Chegou a hora.

E, antes demais, dizer-vos que este não é um texto sexista, feminista, quadrado ou tão pouco direcionado. É o texto mais sincero de alguém que se apaixonou pela pessoa (e pelas regras) errada(s) - se considerarmos errado tudo o que foge do nosso mundo e nos afasta demasiado da nossa zona de conforto e dos nossos valores.

Reza a teoria da casa velhinha que todos nós, sem exceção, havemos de encontrar o amor das nossas vidas. Aquele que traz as borboletas, e o frio, e os suspiros, e as loucuras, e os já tenho saudades cinco minutos depois de vir embora... Reza a teoria. E eu concordo. Que todos nós o havemos de encontrar. Só um - mas nem sempre ficaremos com ele. Ou então havemos de ficar. Porque eu ainda acredito em contos de fadas. A teoria da casa velhinha é que não.

Porque a teoria da casa velhinha afirma que nós nunca seremos só de um e que um nunca será só nosso. Como se esta coisa da exclusividade fosse terrivelmente forçada e não estivesse ao alcance de ninguém. (Mas está não está?). 

É que a teoria da casa velhinha diz que todos nós havemos de ter uma casa velhinha (que é como quem diz um grande amor), com quem havemos de construir um projeto, uma vida, um futuro... mas que, naturalmente, também havemos de ir muitas vezes de férias. Às vezes só um fim de semana, às vezes mais. Naturalmente. Sem dramas. Como se tudo o resto fosse a exceção. E que voltaremos sempre. Sempre, para a casa velhinha. Como se a soubéssemos sempre ali. Até ao dia em que não esteja mais - porque esse dia chega.

Nunca fui de teorias. Mas quis testá-la. Examinei-lhe os prós e os contras. Experimentei-a. Na primeira pessoa. Porque nunca nego provar nada - na cozinha nem na vida. Quis saber-me por dentro. E soube-me completamente fora. E agora, por fim do outro lado, não compreendo como estive dentro. Talvez o amor justifique tudo - ou devesse justificar.

Tonta, dizem. Ou crente e convencida de que existem mais teorias (e teóricos) no mundo. Nunca neguei que a teoria pudesse fazer feliz quem a encara como uma filosofia - até porque o vi (e vejo) acontecer. Mas se há coisa que percebi é que isto de nos encontrarmos (a nós e ao nosso lugar no mundo) é uma descoberta constante. E nunca sabes o que vai estar atrás do próximo sorriso que se cruzar contigo. Como eu também não sabia da casa velhinha. Só sabia do sorriso. E do final feliz. Que também não foi triste. Foram(os) felizes para sempre. Os dois. Cada um com as suas teorias.

 

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