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16
Fev19

Sobre a teoria da casa velhinha... ou sobre o amor, pronto!

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Este é daqueles textos que está pensado há muito. Mas que nunca aconteceu. Não por falta de tempo - se bem que era ótimo justificar-me assim... - mas por falta de disponibilidade sentimental para o escrever. 

Sabia que havia um dia em que me sentava em frente à minha secretária, com o meu gato ao colo, e que isto ia acontecer. Inevitavelmente. E sabia que nesse dia não teria dúvidas. Nem sobre as palavras, nem sobre a(s) partilha(s). Chegou a hora.

E, antes demais, dizer-vos que este não é um texto sexista, feminista, quadrado ou tão pouco direcionado. É o texto mais sincero de alguém que se apaixonou pela pessoa (e pelas regras) errada(s) - se considerarmos errado tudo o que foge do nosso mundo e nos afasta demasiado da nossa zona de conforto e dos nossos valores.

Reza a teoria da casa velhinha que todos nós, sem exceção, havemos de encontrar o amor das nossas vidas. Aquele que traz as borboletas, e o frio, e os suspiros, e as loucuras, e os já tenho saudades cinco minutos depois de vir embora... Reza a teoria. E eu concordo. Que todos nós o havemos de encontrar. Só um - mas nem sempre ficaremos com ele. Ou então havemos de ficar. Porque eu ainda acredito em contos de fadas. A teoria da casa velhinha é que não.

Porque a teoria da casa velhinha afirma que nós nunca seremos só de um e que um nunca será só nosso. Como se esta coisa da exclusividade fosse terrivelmente forçada e não estivesse ao alcance de ninguém. (Mas está não está?). 

É que a teoria da casa velhinha diz que todos nós havemos de ter uma casa velhinha (que é como quem diz um grande amor), com quem havemos de construir um projeto, uma vida, um futuro... mas que, naturalmente, também havemos de ir muitas vezes de férias. Às vezes só um fim de semana, às vezes mais. Naturalmente. Sem dramas. Como se tudo o resto fosse a exceção. E que voltaremos sempre. Sempre, para a casa velhinha. Como se a soubéssemos sempre ali. Até ao dia em que não esteja mais - porque esse dia chega.

Nunca fui de teorias. Mas quis testá-la. Examinei-lhe os prós e os contras. Experimentei-a. Na primeira pessoa. Porque nunca nego provar nada - na cozinha nem na vida. Quis saber-me por dentro. E soube-me completamente fora. E agora, por fim do outro lado, não compreendo como estive dentro. Talvez o amor justifique tudo - ou devesse justificar.

Tonta, dizem. Ou crente e convencida de que existem mais teorias (e teóricos) no mundo. Nunca neguei que a teoria pudesse fazer feliz quem a encara como uma filosofia - até porque o vi (e vejo) acontecer. Mas se há coisa que percebi é que isto de nos encontrarmos (a nós e ao nosso lugar no mundo) é uma descoberta constante. E nunca sabes o que vai estar atrás do próximo sorriso que se cruzar contigo. Como eu também não sabia da casa velhinha. Só sabia do sorriso. E do final feliz. Que também não foi triste. Foram(os) felizes para sempre. Os dois. Cada um com as suas teorias.

 

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11
Fev19

Em busca da prenda perfeita... ou sugestões para o Dia dos Namorados!

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Que digam que é consumismo, que é só mais um dia para nos fazerem gastar dinheiro, que isso é um dia de treta... e blá blá blá! A verdade é que todos os dias - até o 14 de fevereiro - são bons para mimarmos a pessoa que amamos. E, convenhamos, nesta altura sempre existem promoções e edições especiais de coisinhas giras que sabemos que são a cara da nossa cara metade!

A pensar nisso - e em quem vai festejar com tudo a que tem direito - deixo-vos algumas sugestões de prendas para ele e para ela. Das mais utilitárias às mais divertidas. 

Agora, usem este post como mais vos aprouver: ou para se inspirarem ou para deixarem acidentalmente aberto no computador para que alguém se inspire! E, nunca se esqueçam, sejam felizes!

 

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05
Fev19

O que vestir no dia do amor? - além de sorrisos!

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Faltam 9 dias para o dia dos namorados. E como eu sei que nós mulheres demoramos a tomar decisões - e a experimentar uma loja inteira - deixo-vos já algumas das minhas sugestões de looks para o dia dos namorados. Vá, podem dizer que é um dia como outro qualquer e blá blá blá, mas se o vosso homem vos convidar a ir jantar assim a um sítio lindo, o mínimo que se pede é que se arranjem e se ponham ainda mais bonita para a pessoa que amam - e que vos ama.

Trago-vos vestidos, mas também calças e saias, para as mais práticas. O vermelho - esse - é quase um eterno. Pode ser em peças maiores ou em detalhes. Mas, ainda assim, se não gostarem de todo, não há problema. Vistam outra cor qualquer. Azul, laranja, verde, amarelo... e vistam o vosso melhor sorriso, de coração cheio. De amor.

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01
Fev19

Era uma vez um cabelo...

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Sempre fiz fé no tempo. Em tomar o meu tempo. Para tomar decisões. Ou deixar que se tomem. Por si só. A seu tempo.

Às vezes preciso de tanto tempo quanto julguei. Às vezes mais. Às vezes menos. Mas sempre o meu.

E, desta vez, chegou o tempo (e a coragem, e a hora certa) de mudar. De mudar a sério. Tanto como quando decidi ser loira e, depois, ruiva (a seu tempo, num tempo também certo). O tempo de cortar o cabelo. Mais de 20 anos depois. Tinha cinco, mais coisa menos coisa, da última vez que me vi assim. De me reinventar. De dentro. Para fora. Por fora.

Porque há momentos – e dias, e tempos – em que percebemos, numa certeza avassaladora, que precisamos de arriscar.

Cheguei à cabeleireira e disse: corte! E voltei a dizê-lo antes da tesourada decisiva. Sabia que depois daquilo só me restava uma coisa: tempo. Até que volte a crescer. Se algum dia quiser que volte. Há de dizê-lo o tempo.

Até agora não me apeteceu chorar. Nem matar-me pela ideia. E, confesso, ainda achei que isso pudesse acontecer a determinada altura. Mas está tudo calmo. Estranhamente calmo. Olho ao espelho e vejo a Ana. A mesma – mas mais gira (permitam-me o elogio próprio). Mais preparada que nunca e certa – tão certa – do que o melhor está sempre por vir.

31
Dez18

Superstições de Ano Novo #2

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Há duas passagens de ano atrás, então de 2016 para 2017, trouxe aqui ao blog uma lista de superstições ou rituais que este povo gosta de cumprir na passagem de ano. Ora, uma vez que a sorte, a paz e o amor e essas coisas que se pedem nunca são demais, decidi este ano atualizar a lista, a ver se sempre atraímos qualquer coisinha.

Não sei quanto a vocês, mas eu acho sempre que o ano entre tão depressa, que à meia noite é tudo tão rápido, que nunca tenho tempo de fazer nada do que é suposto fazer. Talvez seja isso que ande a falhar. Isso ou as passas - que não há forma de as conseguir comer. Mas este ano - raios me partam - vou enfardar as 12. A ver se é desta. E vocês? Cumprem algum ritual destes? Ora vamos a eles...

 

- Dançar à volta de uma árvore: isto é muito bonito se eu for para os Aliados. Agora se for para um quinta toda finesse, vão só achar que eu sou maluca se vier ao jardim dançar para um carvalho qualquer.

- Partir uma peça de loiça: se não for uma travessa Bordallo Pinheiro está tudo bem. Porque se for, palpita-me que se entre no ano novo a chorar baba e ranho - e também parece que não convém...

- Atirar alguma coisa velha pela janela: assim de repente tenho algumas ideias, mas o meu médico diz que não posso pegar em pesos. Fica para outro ano.

- Tomar um banho no mar: eu sou friorenta senhores! E o meu médico era capaz de não achar bem outra vez. Dispenso pneumonias e afins em 2019.

- Beijar a pessoa amada: ora aí está uma boa coisa para não fazer. Não resultou da última vez - que é como quem diz o ano passado. Mas tentem, vocês tentem. Nunca se sabe - e qualquer desculpa é boa para uns beijinhos.

- Manter as portas abertas: e o frio senhores? O ano novo entra mais ou menos como o Pai Natal não é? - por qualquer lado.

Vestir uma peça de roupa interior azul, que atrai sorte: se o vestidinho assim o permitir. Que isto é tudo muito bonito, mas andar a mostrar ao mundo a minha lingerie não é coisa que me agrade.

Vestir branco, na esperança de que seja um ano de paz: vamos lá ver se a gente se entende... ou bem que é azul por dentro ou branco por fora, que não estou a ver como vou compatibilizar isto

- Pôr lençóis novos na cama, sobretudo para casais recém casados, promete um ano feliz no amor: Ora, sem problema neste ponto. Nada de lençóis novos. Nada de casais. Arrumado.

- Saltar só com o pé direito, à meia noite, três vezes, garante uma entrada em grande no ano novo: caso ainda se tenha bebido pouco, parece-me bem que se salte as vezes que forem precisas por descargo de consciência. Caso contrário o melhor é estarem quietinhos e evitarem um belo trambulhão logo à entrada do ano.

- Fazer barulho com tachos e panelas, para afugentar os maus espíritos: ora está muito bem, se for no meio da rua e longe de vizinhos rabugentos. Isto claro se quiserem evitar logo uns problemazinhos. Ah e se passarem as vossas entradas num sítio para lá de chique, por favor também não se ponham lá de tacho na mão.

- Colocar uma nota nova no bolso, e quanto maior o seu valor maior maior a sorte que atrai: ra toca tudo a ir levantar as notas de 500 se faz favor, que com estas coisas das finanças não se brinca, sim?

- Comer doze uvas passas e em cada uma delas pedir um desejo: se forem todos apreciadores desta iguaria como eu o melhor é comerem-nas tipo comprimido e pedirem os desejos todos de uma assentada.

- Não ingerir carne de aves na última refeição do ano, para evitar que a felicidade voe para longe: por acaso cá em casa come-se bacalhau. Mas assim só por acaso, mesmo!

Pronto, agora não arranjem desculpas para não entrarem em condições em 2018! Já vos dei as dicas todas e ainda têm uns dias para tratarem de tudo! Depois contem-me como correu e, por favor, não caiam nem se aleijem! E sejam felizes. Em 2019 e sempre!

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