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23
Fev19

Estou, tal como sou... aqui, numa pequena definição!

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Isto de ter uma certa exposição nas redes sociais (não que eu seja uma Pipoca – e quem me dera), nem sempre é fácil. Escolhi, já há uns anos, “trabalhar” este lado das redes. Sinto-me fascinada pela distância da interação que nos separa, pela partilha, pelas amizades virtuais (e sim, tenho várias),... por esta nova forma de viver o mundo e experienciar o contacto com as pessoas. Que – não sei ainda – se é melhor ou pior que as ditas tradicionais. Mas é por isso que a experimento, todos os dias, numa ânsia de descobrir.

Mas, dizia-vos eu – e indo ao que interessa – que nem sempre é fácil. Comecei a perceber, aos pouquinhos e nos últimos meses mais, que do outro lado do computador ou do telefone existem algumas pessoas que realmente me seguem. Que gostam de saber o que faço, onde vou, o que visto e o que como. Que me perguntam se está tudo bem quando não faço stories uns dias e que se preocupam se lhes pareço menos positiva num ou outro post. E não, não quero que isto soe a vaidade ou importância. Que soe só a verdade. Porque, dizia-vos, nem sempre é fácil. E às vezes tem tanto de reconfortante – porque sabemos que há daquele lado quem se preocupe e nos goste – como de assustador. Sim, assustador. Porque tenho percebido que há meninas (sobretudo meninas, não digo que não hajam rapazes) que tendem a olhar para mim (e para quem como eu se expõe assim) como figuras intocáveis. Como pessoas que só têm dias bons, que estão sempre bem vestidas, que só comem em lugares fixes e só passeiam muito. Esforço-me por desconstruir essa imagem. Mostro-me muitas vezes tal como sou. Numa vida mais real ainda. Sempre para vos mostrar que a única coisa que me distingue de vocês é um perfil público nas redes, umas fotografias mais ou menos ensaiadas e uns textos que escrevo. De resto... de resto, sou uma mulher como as outras. Tenho dias maus – péssimos às vezes. Ando de fato de treino. Passo dias de pijama. Como cereais no sofá. Tenho discussões. Digo palavrões. Ando de metro e de autocarro. Vou ao supermercado. Nem sempre sou amada como queria. Já fui traída. Já duvidei da minha imagem ao espelho. Já odiei o meu corpo. Já o amei também. Tenho o período. Tenho dores – muitas dores. Tenho que estudar e trabalhar muito. Tenho um gato. E limpo-lhe os cocós. Nunca gosto de uma fotografia à primeira. E tiro em média umas 20 para aproveitar uma. Gosto de mimos, de beijos e de elogios. Como vocês. Nem sempre os tenho. Como não tenho uma lista infindável de pretendentes à minha espera. Tenho mau humor quando tenho fome e um ar péssimo quando acordo. Tenho peso na consciência no dia pós Natal. Tenho crises. E tenho crises de riso. Como todas.

Porque, no fundo, é tanto disso que faz sentido nesta nossa partilha diária. Que eu perceba – e vocês – que somos todas tão diferentes, mas tão iguais. Tão diferentes no que nos torna únicas e tão iguais na forma como vivemos cada um dos nossos dias. Percebam, agora, que às vezes o meu coração aperta quando vocês me mandam mensagens a que não sei como responder. Às vezes falam-me da forma como não aceitam o vosso corpo, das discussões que têm em casa e não sabem como evitar, ou do ex namorado que foi um traste e vos trocou por outra qualquer. Dou-vos o meu exemplo. Sempre o meu exemplo. Não porque seja um exemplo – no sentido de exemplar – mas um exemplo – no sentido de ilustração – que vos mostra, e repito, que nesta luta somos todas iguais. E que eu, pela minha parte, cá estarei sempre, deste lado, à distância de uma mensagem, para ir ajudando no que precisarem. Acreditem, de coração, que muitas vezes me ajudam mais vocês a mim do que o contrário.

 

Um abraço muito apertado,

 

A vossa Ana.

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