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emsaltosaltoss

16
Abr18

Gosto muito de histórias de amor...

emsaltosaltos

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Gosto invariavelmente de histórias de amor. Das que fazem chorar as pedras da calçada. Das impossíveis. Das improváveis. De todas. E sobretudo das verdadeiras. 
E talvez por gostar (e acreditar) em histórias de amor, o amor nunca me abandone. E acabe por acontecer na minha vida em histórias, dessas que fazem chorar as pedras da calçada. Ou então não. Mas dessas verdadeiras. Dessas sim. 

Sim. E se a maior parte das histórias de amor começa exatamente com sim... Não. A minha (a nossa) não. 
Não te apaixones por mim. Não fiques. Não sonhes. Não quero. Não queremos. Não podemos. Jamais. Tudo uma lista infindável de negações. E tantos sin's que íamos dizendo sem saber. 
Pediste-me que não me apaixonasse por ti. E eu pedi (sabe Deus quanto) para não me apaixonar por ti. Afinal, eras lá material para casamento. Eras um teste. Só um teste, à minha lucidez sentimental. 
Reprovei. Redondamente. Porque em cada resposta que disse não, era sim. Era tudo sim. Sim, eu queria (e ia) apaixonar-me por ti. Sim, eu queria ficar. Sim, eu queria querer. E sim, nós podíamos. Mas não, nós achamos sempre que não. 
Fomos achando, um dia atrás de outro, que quem não diz não sente. E que, para lá de tudo isto, ainda havíamos de ser amigos. E que eu havia de te apresentar o meu futuro marido. E tu a tua futura mulher. E que talvez até fôssemos ao casamento um do outro. 
E havemos de ir. Ai havemos de ir, se Deus quiser (muito, como quis até agora). Mas sem a tua mulher e o meu marido. Porque para fazermos esses quatro bastaremos nós dois. Como bastou a insistência de quem não nos quis deixar dizer que não. E de quem fez telefones inteligentes que, mesmo quando me ligaste depois de ter apagado o teu número, disse que provavelmente serias tu. E eu, a gritar não, com um coração a dizer que sim. Atendi. 

E depois só disse sim. Sim, eu vou. 
Sim, eu quero. Sim, nós podemos. Sim, eu não soube acatar as tuas ordens. Sim, eu apaixonei-me. E sabes que mais?! Agora é tarde. Porque palpita-me que todo tu também dizes que sim. E se o não é palavra com que se pode voltar atrás, nestas coisas do amor o sim não tem retorno. 
Sim. 


Ps: hoje quem vos escreve é uma apaixonada incorrigível!

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