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16 de Novembro, 2019

Nenhum novo amor substitui o anterior

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Nem todas – muito poucas, aliás - das pessoas que conhecemos na nossa vida ficam para sempre. As pessoas vão chegando, vão ficando, fazendo parte, escrevendo histórias e memórias e depois – mais dia menos dia – partem. E isso não é necessariamente mau. Partir, às vezes, é só ir para um lugar um bocadinho mais longe. Um amigo que mudou de país. Um familiar que já não está cá. Um amor que já não é nosso. Mas – que ainda assim – vai ser sempre. Sempre.

Porque quem foi, nunca deixa de ser. E quem chega ocupa sempre um novo lugar, nunca o do anterior. Nenhum novo amor substitui o anterior – se substituir, creio, é porque existe mais falta de amor do que amor. Não existem duas pessoas, duas histórias, dois primeiros encontros, dois primeiros beijos - iguais. Não existem dois amores iguais. E todos os que se vão, vão para o sítio mais bonito onde podemos guardar alguém: nas boas memórias. No “um dia(...)”. Nas fotografias. Nos presentes. Nos lugares onde fomos juntos. E, quem chega, há de ter também amores arrumados em sítios bonitos. E há de contar-nos sobre eles. E nós sobre os nossos. Como um passado feliz. E – só nesse dia – sabes que um novo amor chegou mesmo. Só no dia em que tens a certeza que há espaço próprio e suficiente para um amor antigo. Só no dia em que tiveres a casa arrumada. As flores em cima da mesa. O tapete na porta. Nesse dia podes receber visitas. E ser (outra vez) feliz.

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